"Tudo É Para Sempre" é um disco que respira Portugalidade. Conta com
uma mão cheia de compositores e a especial participação de artistas Portugueses e
Brasileiros. A saber: Duetos com Paulo de Carvalho, Vitorino (no brilhante "Lado A
Lado", uma versão de um clássico popularizado por Tony de Matos), Pedro Luís e a
Parede, Letícia Vasconcelos. O álbum conta ainda com a colaboração de Ciro Cruz
(baixista de Gabriel O Pensador, um musico de eleição), Paulinho Moska (um dos mais
conceituados compositores brasileiros, honrou os Donna Maria com uma belíssima canção)
e Gil do Carmo (na declamação do poema que encerra o álbum).
Para além dos originais de Donna Maria, e do já mencionado tema de Tony de
Matos, "Tudo É Para Sempre" incluí ainda versões de "Estou Além"
(António Variações) e de "Foi Deus" (Amália).
A edição de "Tudo É Para Sempre" (em formato duplo CD / DVD) em
Outubro de 2004 tem o selo Different World. Todos os trabalhos de arranjos e produção
estiveram a cargo de Miguel A. Majer, com a colaboração de Ricardo Santos. O booklet
inclui textos de Carlos do Carmo, Pedro Abrunhosa, Vitorino e Pedro Luís (de Pedro Luís
e A Parede).
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Os testemunhos
dos ilustres convidados
Donna Maria é, sem
hesitação, um dos mais interessantes projectos na moderna música portuguesa. Miguel
Ângelo Majer soube ler as diversas realidades musicais, entre a urbanidade contemporânea
e a tradição secular de, por exemplo, o fado e/ou a música popular. Desta junção
estética, que nunca chega a ser "fusão", porque o todo é muito distinto das
partes, nasce, não um pretensão de originalidade, mas uma sonoridade coerente com uma
postura, essa sim, diferente na indústria musical nacional. E talvez o mais importante
nos Donna Maria seja, para além de cada vez mais rara coragem ao honrarem a língua
portuguesa, veículo fundamental para se distanciarem de modas, o facto de comporem
canções no mais estrito senso da palavra: todas elas funcionariam desprovidas da
produção que aqui, embora nunca se sobreponha ao formato, nos faz subentender que por
baixo do instrumental subjaz uma melodia e um poema que funcionariam perfeitamente com voz
e piano. Esse é o futuro da Pop portuguesa. Por ele passa indubitavelmente este
surpreendente projecto.
Pedro Abrunhosa
Sou suspeito! Gosto
muito de boleros, fados, tangos... Enfim, do lado Sul da música. As ousadias também me
agradam e este é um disco ousado, servindo-se de uma linguagem de risco. A voz límpida e
fresca, essa, está lá sempre. Depois é cantado em português, língua que todos
falamos, mas pouco escutada na rádio e televisão. E também por isso, deixo um abraço e
a voz, que é o bem por mim melhor administrado, e que tenho sempre disponível para o que
vale a pena. Este disco vale a pena.
Vitorino
Curioso pensar como os
Donna Maria chegaram a mim. É que foi algo tão imediato que parecia já conhecido e
apreciado anteriormente. Marisa havia ido a um show nosso em Lisboa, desses em que tudo
dá errado, mas o certo é que lá estava ela. Ao final nos convidou, a mim e A Parede,
para irmos a seu show que aconteceria no dia seguinte. Lá fomos como que movidos pela
certeza de que valia a pena. Não nos enganámos e assistimos a um show vigoroso onde uma
cantora preciosa e dois excelentes instrumentistas (Miguel e Ricardo) faziam a vez de toda
uma orquestra. Bons arranjos, ousados, e repertório de extremo bom gosto, coisa de quem
não estava brincando em serviço, mas que se divertia com isso e proporcionava diversão
da boa. Oferecido que sou, ofereci-me para compor-lhes algo e agradeço por terem
aceitado: fiz uma canção que me deu prazer, falando de um território ilocalizável
entre Portugal e Brasil, entre século XVI e daqui a pouco. Mais prazer ainda foi vê-los
gostar e gravar esta canção, coroando o meu deleite com o convite para emprestar minha
modesta voz à canção que figura em seu cd de estreia. E que estreia! Bons ventos levem
esta nau para bons mares nunca navegados. É um prazer estar a navegar com eles.
Pedro Luís
Donna Maria é uma
proposta de música composta e cantada em Português, onde destaco uma voz feminina, na
qual, identifico um timbre também Português. Que me seja perdoada a redundância do
Português na música e na voz mas isso resulta do entendimento que tenho de quem, de uma
forma corajosa, quase suicida, insiste nesta forma multissecular de ser, de pensar e de
existir, que dos quinze milhões que somos se projecta em duzentos milhões de frutos. É
uma tarefa difícil, mas relativizemos as dificuldades, porque no mundo em que vivemos no
início do século XXI não poderíamos sobreviver se não existissem os que sonham.
Força "malta"!
Carlos do Carmo 
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As críticas
dos jornalistas
No conjunto, é
uma estreia que brilha, é uma estrela que convence (
) este disco é para sempre.
Para já, só se pode mesmo prestar-lhes vassalagem
João Gobern in Correio da Manhã
Este disco mais do que um disco que se edita, pode ser um disco de viragem para a
pop nacional.
Armando Carvalheda in Antena1 Viva a Música
Este trio lisboeta é uma das revelações portuguesas em 2004 (...)
também mostram como este é um projecto sólido, que promete crescer.
in Revista Visão
Tudo É Para Sempre... é, seguramente, um dos grandes discos de música
portuguesa de 2004
Luís F. Silva in Correio da Manhã
Uma das propostas mais interessantes e (ainda) escondidas da música
portuguesa
Uma estreia muito promissora.
João Gonçalves in Diário Digital
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Arquivo Agenda
Lisboa, Santiago Alquimista, dia
24 de Março de 2005, 23:00h
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